domingo, 11 de agosto de 2013

RECC-Jataí convida:


O pós-modernismo/multiculturalismo, tem ganhado cada vez mais expressividade nos movimentos sociais e populares. Essa ideologia representa não só uma visão de mundo e um programa político, mas também métodos e práticas vinculados ao mesmo. Pensando na influência que a pós-modernidade tem exercido nos movimentos sociais, principalmente para o movimento das mulheres, cabe tentar compreender algumas questões, como: de onde surgiu o pós-modernismo? O que é o Pós-modernismo? Quais são suas influências nos movimentos populares e, principalmente, no movimento feminista?
Na tentativa de buscar resposta para tais perguntas, a RECC-Jataí prepara uma Formação Política intitulada “Feminismo e Pós-modernidade”, direcionada aos estudantes e trabalhadores que queiram aprofundar na discussão sobre o tema.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Eleição para reitor e a ilusão da democratização através do voto paritário

Fora veiculado em campanha da chapa única à reitoria da Universidade Federal de Goiás, do candidato a reitor Orlando Afonso do Valle Amaral, professor do instituto de física, e do candidato a vice-reitor Manoel Rodrigues Chaves, professor do curso de Geografia de Catalão, a informação da que o modelo paritário de eleição para dirigente da instituição asseguraria que um voto docente exerceria o mesmo impacto na decisão que um voto de técnico ou estudante.

Nós da Oposição Classista, Combativa e Autônoma ao DCE-UFG vimos esclarecer que essa informação veiculada não é verdadeira e que o modelo paritário não garante a equivalência do voto de membros de setores distintos da comunidade universitária. Isso aconteceria apenas se o número de votantes de um setor fosse o mesmo que o de outros. Uma vez que o número de discentes na comunidade acadêmica é majoritário, percebemos que o modelo paritário serve como engodo e artifício para que a maioria estudantil não consiga a representação de suas intenções através dessa maioria.

O modelo paritário dá continuidade à dominação política dos professores dentro da universidade, já que o corpo discente é despojado da vantagem numérica e deve se contentar em ser consultado na mesma proporção que um grupo muito menor. Analisando o modelo paritário através da quantidade de votos dessa eleição, podemos facilmente visualizar essa intenção:
Dos 5561 votos, 1310 foram dos docentes, 1475 dos técnicos e 2776 dos estudantes. Fazendo o cálculo do voto paritário, 1 voto docente equivaleu a 1,126 voto dos técnicos; 1 voto docente equivaleu 2,119 votos de estudantes, aproximadamente. Essa discrepância não foi maior porque a abstenção estudantil foi grande.

Além dessa diferença no peso dos votos, devemos destacar que a eleição para reitor é apenas consultiva, ou seja, que se consolida apenas como um critério para que o Colégio Eleitoral defina os nomes contidos nas listas tríplices (três nomes para reitor e três pra vice) que então serão conduzidas ao MEC. Deste modo, assim como no período ditatorial, não são os estudantes e nem comunidade acadêmica quem de fato escolhe o nome do novo reitor, mas o ministério da educação, aparato do Estado burguês a serviço da educação de mercado.

Pelo voto universal nas eleições para reitor!

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Oposição CCA, juntamente com estudantes independentes, convida:

Assistência Estudantil de qualidade já!

"Ou os estudantes se identificam com o destino do seu povo,
com ele sofrendo a mesma luta; ou se dissociam do seu povo,
e nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo."
Florestan Fernandes

Nos últimos anos as Universidades públicas brasileiras seguem sofrendo uma grande expansão no número de suas vagas, sem o devido acompanhamento estrutural, do quadro de docentes e servidores e também da Assistência Estudantil, que é essencial para a permanência dos estudantes pobres no ensino superior. Nos campi das cidades do interior as condições se agravam, restando uma quantidade reduzida de bolsas, ausência de moradia estudantil, transporte público totalmente precário entre outras questões.

Convidamos os estudantes do Câmpus Jataí/UFG para discutir questões que dizem respeito à precarização da educação pública e que ameaçam a continuidade dos estudos de parcela significativa dos estudantes universitários, como o custo abusivo, a frota reduzida e a falta de qualidade do transporte público, a necessidade da ampliação das bolsas e programas de assistência estudantil, a importância da construção de creches públicas para estudantes, professores/as e funcionários/as, a moradia estudantil e da necessidade da construção de espaços para as entidades de base dos estudantes.

A educação não existe isolada da sociedade de classes. Ela reflete e é reflexo das contradições que produzem as desigualdades que permeiam nossa estrutura social atual. Por isso, recordamos a importância da participação dos estudantes no debate sobre tais questões, para que as deliberações que juntos levarmos adiante sejam o reflexo mais preciso de nossas insatisfações quotidianas.

Data: 21/05
Horário: 15 horas
Local: CAJ – Unidade Riachuelo

quinta-feira, 9 de maio de 2013

I Formação Política da RECC seção Goiânia: NEOLIBERALISMO E EDUCAÇÃO

 Goiânia, maio de 2013

Apresentação


Após um período de crise do petróleo, na década de 70, o capitalismo vem se reorientando de maneira a reestruturar-se de forma global, tendo como estratégias o desenvolvimento do neoliberalismo, de maneira macro, e, de forma microeconômica, a adequação ao modelo toyotista de produção e de administração das empresas. Tal reestruturação tem trazido várias reformas no
sistema educacional, tendo em vista a importância da educação para o processo de formação de mão de obra barata e qualificada e o potencial de desenvolvimento da ciência e tecnologia para o mercado.







Para entender melhor o processo de aplicação do Neoliberalismo globalmente, no Brasil e principalmente a aplicação de reformas na educação, a RECC, seção Goiânia, prepara sua I Formação Política. Espera-se que com esse estudo possamos entender melhor a atual conjuntura vivida globalmente, e que esta discussão contribua para o avanço na reorganização dos estudantes e do Movimento Estudantil Classista e Combativo.

domingo, 28 de abril de 2013

O CLASSISTA

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O CLASSISTA

Goiás, primeiro semestre de 2013 – Boletim nº 03 da Oposição CCA
oposicaocca.blogspot.com - oposicaocca@gmail.com
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O frentismo reformista no Movimento Estudantil da UFG

O ano de 2012 ficou marcado por uma grande greve nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), a maior ocorrida na última década. O movimento teve crescimento decorrente, por parte dos técnicos e docentes, da derrotada greve de 2011 e, da participação estudantil, ligada as reformas neoliberais que vêm sendo aplicadas na universidade. Apesar da amplitude alcançada pelo movimento grevista, este evidenciou as fraquezas das organizações sindical e estudantil da educação no Brasil.

Na UFG, a greve estudantil foi deflagrada durante uma assembleia convocada pela gestão do DCE “Ouse falar”, hegemonizada pelo PT e PC do B. Em nova assembleia foi deliberada a construção de um Comando Local de Greve Estudantil (CLGE), que cumpriria com a função de coordenar reuniões, assembleias e manifestações, e convocar os estudantes para participar desses espaços.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Comunicado nº 1 da Oposição CCA/Jataí

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Oposição Classista, Combativa e Autônoma ao DCE da UFG

Jataí, abril de 2013 - Comunicado nº 1 da Oposição CCA/Jataí
oposicaocca.blogspot.com / oposicaocca@gmail.com
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A Necessidade de reconstrução do Movimento Estudantil brasileiro

Estando as escolas e universidades inseridas no meio social, elas refletem e são reflexos das contradições de classe existentes na sociedade. Devemos analisar a maneira como esse processo ocorre. Enquanto no ensino básico podemos observar a massificação das escolas públicas, extremamente precarizadas e sucateadas, que garantirá a formação de mão de obra barata e qualificada, o ensino básico particular é direcionada para a preparação dos filhos da elite aos funis da universidade pública, portanto, a educação pública, no nível básico (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio) está direcionada aos filhos do povo, e a particular oferece melhores condições aos filhos da elite. No ensino superior, essa lógica se inverte. A rede privada, que é massificada, no geral apresenta condições inferiores de ensino, enquanto a pública é marcada pelo elitismo, já que seu sistema de seleção (Vestibular e ENEM), privilegia alunos provindos da rede privada do ensino básico restando para os estudantes pobres, nas universidades públicas os cursos precarizados, ou a submissão ao ensino superior privado, através de bolsas, como as oferecidas pelo Pro‐Uni, ou ainda de programas de financiamento estudantil, restando ao estudante pobre uma longa dívida.

terça-feira, 12 de março de 2013

28 de Março: Dia Nacional de Luta dos Estudantes

28 de Março é celebrado o Dia Nacional de Luta dos Estudantes. Esta data homenageia o secundarista Edson Luís de Lima Souto que em 1968 foi assassinado com tiros a queima roupa pela Polícia Militar, no Rio de Janeiro. Fora o primeiro estudante que tombou morto diante da ditadura. Ele participava de um ato no restaurante estudantil Calabouço, foco de grandes mobilizações, reivindicando melhorias na alimentação, diminuição no preço e o término das obras do local. A PM adentrou o restaurante metralhando indiscriminadamente, deixando vários feridos e outros mortos, como o estudante Benedito Frazão Dutra, que faleceu dias depois.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Nota de repúdio contra a agressão homofóbica na UFG

No dia 2 de feveireiro do presente ano, por volta das 5 horas da manhã, ocorreu na CEU V da UFG de Goiânia, uma agressão a um estudante e morador da casa. A agressão, realizada por dois intercambistas portugueses, foi motivada por homofobia e, de acordo com alguns moradores da casa, os agressores já demonstravam comportamento hostil frente aos moradores homossexuais, através de insultos verbais.

Dois estudantes moradores da casa, ambos homossexuais, se dirigiam ao banheiro quando encontraram os dois agressores bêbados no corredor, esmurrando portas e janelas e gritando coisas sem sentido. Um deles, identificado como Avelino, se dirigiu a um dos estudantes e empurrou-o com o punho fechado, esbravejando palavras sem sentido até então, os dois estudantes, sem entender o que acontecia, seguiram ao banheiro.

sábado, 20 de outubro de 2012

O CLASSISTA - Boletim nº02 da Oposição CCA ao DCE-UFG

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O CLASSISTA
Goiás, segundo semestre de 2012 - Boletim nº 2 da Oposição CCA
oposicaocca.blogspot.com / oposicaocca@gmail.com
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Creches em universidades: garantir o direito das mulheres ao trabalho e ao estudo!

O empobrecimento da classe trabalhadora, decorrente do início da implementação do neoliberalismo de maneira global ao final da década de 70, resultou no crescimento do número de mulheres inseridas no mercado de trabalho, obrigadas a trabalhar fora para complementar a renda da casa. A necessidade de ter onde deixar os filhos para trabalhar, somada à histórica luta pela emancipação das mulheres e da classe trabalhadora resultou, no Brasil, o ápice do movimento pelas creches naquela década, sendo as creches essenciais para essa libertação, permitindo uma maior participação dos pais e principalmente das mulheres nos espaços políticos.